Empresas de cesta básica trabalham o ano todo para abaster os clientes. Mas é agora, no meio do ano, que elas começam a se preparar para oferecer as cestas de Natal. É o tempo de garimpar as novidades e pesquisar preços dos produtos para as cestas natalinas.
Panetone, vinho, champagne. São estes os produtos que todo mundo espera numa cesta de Natal. E os pequenos empresários trabalham em busca das novidades para abastecer o mercado no final do ano. O empresário Robson Gonçalves da Silva é um deles.
Durante todo o ano ele vende cestas básicas para condomĂnios, escolas e academias. A empresa dele existe há 14 anos. Num galpĂŁo ele monta as cestas com produtos de diversos fornecedores. Cada uma custa, em mĂ©dia, R$ 50.
Uma estratégia do empresário é vender somente no atacado e por encomenda. O cliente escolhe a quantidade e os produtos. Hoje, a empresa tem 1,5 mil clientes. E 90% deles compram há mais de dez anos. Ele só vende para pequenos empresários.
Segundo o empresário, para abrir um negĂłcio como este o investimento Ă© de R$ 50 mil. O dinheiro será usado para montar a estrutura fĂsica da empresa e na compra de produtos. Segundo Robson Gonçalves da Silva, o mercado de cestas básicas está em ascensĂŁo.
“Quanto mais os salários do trabalhador forem achatados, muito mais haverá a necessidade de que as empresas contribuam com as cestas básicas, para que eles possam sustentar melhor suas famĂlias”, afirma o empresário Robson Gonçalves da Silva.
Por mês, são vendidas, em média, 4 mil cestas básicas. No Natal este número triplica, chega a 12 mil.
E é agora, no meio do ano, que começam os preparativos para montar a cesta de Natal. O planejamento é essencial neste trabalho.
O empresário faz pequisa de mercado em feiras de alimentos, como uma que foi realizada em São Paulo. Lá, Robson negocia melhores condições de pagamento com fornecedores e procura novidades para cestas de Natal.
Os produtos sĂŁo especiais, como: panetone, doces, azeite, vinho e champanhe, que nĂŁo pode faltar.
E é na feira que Robson Gonçalves da Silva conhece os lançamentos, para montar cestas atraentes e com um bom preço.
“Para esse negócio, a gente precisa ter parceria com fornecedores, estocar produto, prazo de pagamento, negociação de prazo de pagamento com os fornecedores até a época da entrega de Natal”, conta Robson.
Num dos condomĂnios que o empresário vende cestas básicas e de Natal, o porteiro Ednaldo Vicente recebe o benefĂcio.
“É bom porque nĂŁo precisa correr atrás de comprar as coisas de mercado. Tanto alivia no bolso quanto vocĂŞ ir ao mercado correr e procurar tudo isso. Em dezembro recebo a cesta de Natal, a cesta básica. É muito legal. Vem o champanhe, vinho, chocotone, balas. Dá para reunir a famĂlia e fazer uma ceia legal”, garante o porteiro Ednaldo Vicente. |